Um antigo ritual...
... veio-me à memória ao acender o charuto, um Garcia e Vega como o mesmo daquelas noites mágicas. O corpo contra as pequenas barras de concreto, o vento da serra no rosto, nas mãos, na alma, tudo mais leve, o amigo explicando novamente - e gaguejando - o ritual, tradicional para os antigos e interessnatíssimo para os novos. A inspiraçao... cada um dizia algo, se bem me lembro, pois às vezes até os mais mágicos momentos ficam embaçados na memória. A respiração profunda... O escolhido da noite contava: um, dois, três. O grito, lancinante, como o soltar-se, como libertar-se dum peso, como um vôo era lançado ao longe. Só ficava o eco. Livre, solto. Era o momento do abraço, carinhoso, fraterno, duradouro, intenso, verdadeiro. Enfim, era o 'nosso' ritual.
Volto à realidade, com o charuto aceso, na noite de hoje, lamentando a ausência do grito, sofrendo o vazio do rito, sem um vôo, sem um lançar-se, a fumaça vai-se sem graça, insossa. Alguma âncora de bom momento revive no aroma, mas não é a mesma coisa. Tudo é diferente.
Sinto falta dos amigos de então. Do rito de então. Do grito de então. Ninguém entende, hoje, quando eu, sozinho, mando 'apagar a luz' (é preciso ter cuidado com aquilo que se repete. Pode acabar acontecendo. Tanto repetimos que a luz apagou-se, e lamento dizer, pra sempre).
Antigos rituais devem ser mantidos pra sempre. Ao menos no coração. Mantenho isso em mim. Só lamento que nessa noite, mesmo tendo visto tantas estrelas cadentes (ninguém entedeu quando soiznho gritei "eu vi, eu vi", e riram) a magia delas não foi o suficiente para que tudo voltasse, pelo menos um pouco, a ter o mesmo gostinho de antes. Ficou a saudade. Ficou um pedaço, aliás alguns apenas. Os outros foram embora levados pelo vento da serra. Alguém há de os encontrar e gritar lancinantemente após o um... dois... três... ____________ (preencha com um grito)
Esse post é dedicado aos amigos que já fizeram parte desse ritual e principalmente para o Cacá e o Bisqui e a Letícia e o Pesa e o Rony e o Dvd e o Juliano e... por aí vai.
Volto à realidade, com o charuto aceso, na noite de hoje, lamentando a ausência do grito, sofrendo o vazio do rito, sem um vôo, sem um lançar-se, a fumaça vai-se sem graça, insossa. Alguma âncora de bom momento revive no aroma, mas não é a mesma coisa. Tudo é diferente.
Sinto falta dos amigos de então. Do rito de então. Do grito de então. Ninguém entende, hoje, quando eu, sozinho, mando 'apagar a luz' (é preciso ter cuidado com aquilo que se repete. Pode acabar acontecendo. Tanto repetimos que a luz apagou-se, e lamento dizer, pra sempre).
Antigos rituais devem ser mantidos pra sempre. Ao menos no coração. Mantenho isso em mim. Só lamento que nessa noite, mesmo tendo visto tantas estrelas cadentes (ninguém entedeu quando soiznho gritei "eu vi, eu vi", e riram) a magia delas não foi o suficiente para que tudo voltasse, pelo menos um pouco, a ter o mesmo gostinho de antes. Ficou a saudade. Ficou um pedaço, aliás alguns apenas. Os outros foram embora levados pelo vento da serra. Alguém há de os encontrar e gritar lancinantemente após o um... dois... três... ____________ (preencha com um grito)
Esse post é dedicado aos amigos que já fizeram parte desse ritual e principalmente para o Cacá e o Bisqui e a Letícia e o Pesa e o Rony e o Dvd e o Juliano e... por aí vai.

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home