sábado, novembro 27, 2004
É tão intensa a emoção ao perceber que seu trabalho fez o diferencial para tantas outras pessoas, e principalmente que fazer parte de um conjunto equilibrado, num clima feliz, de realização e de amizade contínuos fez com que tudo acontecesse com perfeita precisão, assim como as batidas dos corações daqueles que pela primeira vez sentiam as luzes cênicas no rosto e percebiem-se centro de atenção de mais de quinhentas pessoas. Os movimentos transformados em coreografias doces e suaves, palavras em linhas e linhas tecidas de pura poesia clownesca. Estrelas, muitas delas, invadindo o circo-presépio, a platéia e transbordando os corações. Um trem que traz e que leva o contador da história, no movimento que faz o coração pulsar mais forte e os olhos encherem-se de lágrimas. Emoção, muita. Num carroção-coração chegam aqueles que abrilhantam a festa, trazendo o presente esperado, sagrado, a estrela guia, o sorriso - este é o principal, o sorriso, sempre, no rosto, no coração e na alma.
quarta-feira, novembro 24, 2004
Retrocedi
Com a companhia de meu esfumaçante calabash (novamente) imagino o que poderia postar nesta noite, lua brilhante, rádio ligado - agora toca um rap nacional interessante - batendo papo com uma amiga no bate papo (haveria de ser diferente?) concluo a falta que faz um backspace que funcione efetivamente. Por sorte meu teclado possui duas das tão requeridas teclas - a usual e uma incomodamente instalada no centro do mesmo. Reflito o quanto faz-se necessário o retro-acessório, o qual passarei a ignorar até o final deste post por dois motivos, a saber, é incômodo, posto que teclo sempre aquele tradicional, no canto superior direito, que não funciona, como mencionado, e por desejar verificar o quanto seria necessário usá-lo. Enfim, sem retrocessos, vamos lá.
No bate-papo supracitado incentivei a também supracitada amiga a inserir alguma piada em sua apresentação de tcc (trabalho de conclusão de curso - é isso?). Irremediavelmente acometido por um acesso de risos, lembrei-me do filme "Bananas" de Woody Allen, epecificamente da cena em que o tal, utilizando uma barba postiça, vai fazer discurso e resolve fazer o mesmo pra descontrair. O resultado é woodyaliano, aliás, já repararam quantas situações woodyalianas nos acometem - ou nos intrometem - todos os dias?. Espero que minha amiga não caia nesse mesmo caso.
Retrocedendo ao retrocesso, não aguentei. Voltei e corrigi o post totalmente. Fez-se necessário posto que estava ininteligível.
Para encerrar confesso que adoraria poder utilizar alguns recursos computadorísticos no dia a dia. Além do manjadíssimo, desejadíssimo e utilíssimo controlcê-controlvê - que o digam os plagiadores de plantão - queria também um botão de retrocesso. Usaria até quebrar a tecla. Mas tudo bem, meu teclado-vida teria dois botões com as mesma função, mesmo que inconveniente instalado no meio dele/a.
No bate-papo supracitado incentivei a também supracitada amiga a inserir alguma piada em sua apresentação de tcc (trabalho de conclusão de curso - é isso?). Irremediavelmente acometido por um acesso de risos, lembrei-me do filme "Bananas" de Woody Allen, epecificamente da cena em que o tal, utilizando uma barba postiça, vai fazer discurso e resolve fazer o mesmo pra descontrair. O resultado é woodyaliano, aliás, já repararam quantas situações woodyalianas nos acometem - ou nos intrometem - todos os dias?. Espero que minha amiga não caia nesse mesmo caso.
Retrocedendo ao retrocesso, não aguentei. Voltei e corrigi o post totalmente. Fez-se necessário posto que estava ininteligível.
Para encerrar confesso que adoraria poder utilizar alguns recursos computadorísticos no dia a dia. Além do manjadíssimo, desejadíssimo e utilíssimo controlcê-controlvê - que o digam os plagiadores de plantão - queria também um botão de retrocesso. Usaria até quebrar a tecla. Mas tudo bem, meu teclado-vida teria dois botões com as mesma função, mesmo que inconveniente instalado no meio dele/a.
domingo, novembro 21, 2004
Quando da vontade de mandar
tudo praquele lugar...
"Deixem-me em paz!Não tardo, que eu nunca tardo...E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!"
"Deixem-me em paz!Não tardo, que eu nunca tardo...E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!"
sábado, novembro 20, 2004
Eu vos direi, no entanto...
Como é fácil encantar-se e decepcionar-se.
Ora. Você não sabe que estamos mergulhados nessa até o pescoço sem possibilidade de retorno? Ou sabia e ignorava?
Um dia mando tudo e todos às favas e vou ler Pessoa deitado na grama no Lageado, ou então ver estrelas cadentes no Mirante da Serra cantando Via Láctea de Bilac.
Ora. Você não sabe que estamos mergulhados nessa até o pescoço sem possibilidade de retorno? Ou sabia e ignorava?
Um dia mando tudo e todos às favas e vou ler Pessoa deitado na grama no Lageado, ou então ver estrelas cadentes no Mirante da Serra cantando Via Láctea de Bilac.
Coração
decorar = saber de-cor= saber de coração
Degustando Fernando Pessoa, além de fumo aromatizado de chocolate, a granel, claro, num macio calabash
"Ó mas salgado, quanto do seu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar.
Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."
Degustando Fernando Pessoa, além de fumo aromatizado de chocolate, a granel, claro, num macio calabash
"Ó mas salgado, quanto do seu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar.
Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."
quinta-feira, novembro 18, 2004
Baudelaire
Vai um Baudelaire, especialmente para momentos como este.
TRISTEZAS DA LUA
Divaga em meio à noite a lua preguiçosa;
Como uma bela, entre coxins e devaneios,
Que afaga com a mão discreta e vaporosa,
Antes de adormecer, o contorno dos seios.
No dorso de cetim das tenras avalanchas,
Morrendo, ela se entrega a longos estertores,
E os olhos vai pousando sobre as níveas manchas
Que no azul desabrocham como estranhas flores.
Se às vezes neste globo, ébria de ócio e prazer,
Deixa ela uma furtiva lágrima escorrer,
Um poeta caridoso, ao sono pouco afeito,
No côncavo das mãos toma essa gota rala,
De irisados reflexos como um grão de opala,
E bem longe do sol a acolhe no seu peito.
TRISTEZAS DA LUA
Divaga em meio à noite a lua preguiçosa;
Como uma bela, entre coxins e devaneios,
Que afaga com a mão discreta e vaporosa,
Antes de adormecer, o contorno dos seios.
No dorso de cetim das tenras avalanchas,
Morrendo, ela se entrega a longos estertores,
E os olhos vai pousando sobre as níveas manchas
Que no azul desabrocham como estranhas flores.
Se às vezes neste globo, ébria de ócio e prazer,
Deixa ela uma furtiva lágrima escorrer,
Um poeta caridoso, ao sono pouco afeito,
No côncavo das mãos toma essa gota rala,
De irisados reflexos como um grão de opala,
E bem longe do sol a acolhe no seu peito.
terça-feira, novembro 16, 2004
Desaniversário
O recente aniversário de uma amiga desencadeou o pensamento. Para quê fazer aniversário? Por que devemos ter um dia definido para comemorar mais um ano de vida? Tá, tudo bem, aceito a idéia de que foi nesse dia que nascemos e então a ordem cronológica fica muito mais simplificada. Mas digamos que o dia do nascimento não fosse comemorado como o dia do aniversário. E mais: digamos que nós pudéssemos escolher o dia de aniversariar, assim quando eu estivesse de boa, com um humor maravilhoso, num dia daqueles que dá tudo certo, então poderia dizer: "Hoje eu quero que seja meu aniversário" e então mais um ano passaria a ser contabilizado em sua existência. Quanto mais anos uma pessoa tivesse mais ela teria vivido bons dias, bons momentos, belos instantes, realmente inspiradores. Algumas pessoas que conheço já estariam na casa doa 300 anos, outras por sua vez teriam uns 3 ou 4. Eu estaria pra lá de Bagdá com meus milênios após 'carpen-diar' dia após dia. Tudo bem, nem todo dia é dia para se aniversariar. O ócio, a tristeza, a incerteza, a melancolia fazem parte de nossas vidas, mas o que importa verdadeiramente é a felicidade de saber-se vivo, perceber-se parte de um mundo em que aniversariar dessa nova maneira seria muito bom.
Hoje não comemoraria um aniversário, pelo menos até a alguns minutos atrás, após colocar um LP (é, eles ainda existem e eu os ouço) de Mozart e ouvir YoYo-Ma tocando o Divertimento em Mi Bemol Maior K563. Momento que já fez valer mais um ano de vida, aliás, maravilhosa e divertidamente experimentado.
Em tempo: Parabéns Solange. Você mora em meu coração! Seu aniversário faz acontececer pra mim mais um aniversário também!
Hoje não comemoraria um aniversário, pelo menos até a alguns minutos atrás, após colocar um LP (é, eles ainda existem e eu os ouço) de Mozart e ouvir YoYo-Ma tocando o Divertimento em Mi Bemol Maior K563. Momento que já fez valer mais um ano de vida, aliás, maravilhosa e divertidamente experimentado.
Em tempo: Parabéns Solange. Você mora em meu coração! Seu aniversário faz acontececer pra mim mais um aniversário também!
Se for pra mentir descaradamente, faça-o bem...
...faça-o como uma obra prima. Mentir é uma verdadeirea arte, como já disseram.
Tive alguns momentos de maestria. Como um verdadeiro Baudelaire da mentira, um Da Vinci ou um Mozart da calúnia, criei como um mestre a melhor mentira do mundo, daquelas com ambiente, tema, cenário, situação pré e pós... sabe aquela mentira de deixar invejado qualquer verdadezinha besta? Entao... é dessa que falo.
O que mata verdadeiramente a melhor das mentiras é a ausência de memória contínua. Nada pior do que ter sua mais bela mentira flagrada por um "quando disse isso?", ou um simples "heim ?" ou apenas o breve silêncio que delata tão completamente dispensando qualquer comentário que ocorra após ele.
Por tal motivo atenho-me apenas às pequenas mentiras, aquelas quase indefesas, corriqueiras, do tipo 'nossa, como você emagreceu', ou 'essa bic é a minha', ou ainda 'escovei sim, escovo após cada uma das refeições', 'dei o recado sim, acho que ela esqueceu de retornar a ligação' entre outras...
Mentir é uma arte. É uma delícia a saborear sozinho!
Tive alguns momentos de maestria. Como um verdadeiro Baudelaire da mentira, um Da Vinci ou um Mozart da calúnia, criei como um mestre a melhor mentira do mundo, daquelas com ambiente, tema, cenário, situação pré e pós... sabe aquela mentira de deixar invejado qualquer verdadezinha besta? Entao... é dessa que falo.
O que mata verdadeiramente a melhor das mentiras é a ausência de memória contínua. Nada pior do que ter sua mais bela mentira flagrada por um "quando disse isso?", ou um simples "heim ?" ou apenas o breve silêncio que delata tão completamente dispensando qualquer comentário que ocorra após ele.
Por tal motivo atenho-me apenas às pequenas mentiras, aquelas quase indefesas, corriqueiras, do tipo 'nossa, como você emagreceu', ou 'essa bic é a minha', ou ainda 'escovei sim, escovo após cada uma das refeições', 'dei o recado sim, acho que ela esqueceu de retornar a ligação' entre outras...
Mentir é uma arte. É uma delícia a saborear sozinho!
Primeiro post
Este é meu primeiro post. Ora. Achei que seria tão mais emocionante.
Na verdade esperava algo mais simplificado do que essas maledetas edições de HTML. Bem, como um sábio amigo dizia sabiamente "Calma, no final tudo dará certo. Se não deu certo é porque não é o fim ainda" (com os devidos créditos ao P.A.) deverei em breve - ou no final - saber como se faz isso. Só o fato de existir algum fundo que não seja com coraçõezinhos já está de bom tamanho. O restante vai ajeitando-se... "Deixa.... ihh... deixa...."(P.A. novamente).
De todo modo, estou feliz por mais esta conquista no mundo digital. Já tenho meu próprio blog. Agilulfo Bertrandino tem blog - apesar destes não existirem nos tempos dos cavaleiros. Tudo bem, o cavaleiro também era inexistente.
Estou aqui.
Genteeee.... olha meu blog!!!
Na verdade esperava algo mais simplificado do que essas maledetas edições de HTML. Bem, como um sábio amigo dizia sabiamente "Calma, no final tudo dará certo. Se não deu certo é porque não é o fim ainda" (com os devidos créditos ao P.A.) deverei em breve - ou no final - saber como se faz isso. Só o fato de existir algum fundo que não seja com coraçõezinhos já está de bom tamanho. O restante vai ajeitando-se... "Deixa.... ihh... deixa...."(P.A. novamente).
De todo modo, estou feliz por mais esta conquista no mundo digital. Já tenho meu próprio blog. Agilulfo Bertrandino tem blog - apesar destes não existirem nos tempos dos cavaleiros. Tudo bem, o cavaleiro também era inexistente.
Estou aqui.
Genteeee.... olha meu blog!!!
